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sábado, 27 de agosto de 2011

Estamos perto da realidade nos jogos?


Sabemos que uma das maiores mudanças no mundo dos video-games foi a passagem dos jogos vetoriais para os polígonos na constituição gráfica de seus universos. Alguns nostálgicos e apaixonados pela história dos jogos eletrônicos podem lembrar de Lundar Lander, um jogo de 1979 com gráficos antecessores aos dos polígonos.

O que diferencia Super Mario World de Mario 64? Os polígonos. Zelda: a Link to the Past de Majora's Mask? Os polígonos. Sim, a comparação é radical e nintendista, mas se refere apenas à tecnologia usada nos jogos. A constituição que os estúdios utilizam hoje na feição de muitos jogos é a poligonal. Mas o que isso quer dizer? Quanto maior o número de poligonos, mais detalhado é o objeto. A facilidade de interação entre os mesmos objetos, cenários, personagens, sombras, etc. 

Uma questão surgiu a algumas semanas com a amostra da nova tecnologia da empresa Euclideon, a Unlimited Detail. Seria o fim da era dos polígonos, e o início de uma realidade virtual?

  
A principal mudança feita pela empresa é a utilização de "átomos virtuais" para a construção da ilha demonstrativa. Muita coisa mostrada no vídeo é de impressionar até o mais radical dos céticos, começando pelo sistema de escaneamento de objetos para a reprodução virtual deles. O argumento principal deste mecanismo é o de que, como são átomos virtuais, pode ser captado até o mínimo detalhe do objeto. E isso é verdade. Porém a dúvida criada em cima de todo esse hype da Euclideon é descabida. A representação da ilha é perfeita e surpreende, mas não é um jogo. É uma demonstração gráfica e não há interação prática entre você e outros elementos -premissa principal para qualquer jogo. Agora repito a pergunta:  Seria o fim da era dos polígonos, e o início de uma realidade virtual? Ainda não. 

São vários os motivos pelos quais a Unlimited Detail pode vir a não vingar. Dentre eles, o principal:

Interação entre átomos: Por mais detalhado que sejam os objetos com infinitos polígonos, nenhum deles vai chegar ao nível de detalhe dos átomos. É aí que a interação se torna no mínimo uma tarefa muito árdua para qualquer desenvolvedor. Imagine você projetar uma simples colisão entre a ponta da espada de Link, e qualquer moita ou inimigo, átomo... por... átomo. A não ser que fosse desenvolvida uma engine para o auxílio de determinada projeção, isso seria muito trabalhoso e precisaria de no mínimo três desenvolvedores para um único golpe de Link.

É, "ainda". Por mais que seja uma tecnologia não-interativa, ainda é uma tecnologia, e a qualquer momento a NVIDIA ou qualquer estúdio desenvolvedor de jogos pode adotar a ideia e gastar uma boa grana com o experimento. Acredite, construir átomo por átomo não deve ser tão barato. Mas a credibilidade de quem conseguir colocar essa tecnologia pra funcionar dentro dos jogos vai ser imensa. Imagine o Mario parecido com um encanador de verdade? Ok, acabei de estragar todos os meus argumentos.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Coluninha: R10 na seleção? Ainda não.



Companheiros, o nível de exigência dos brasileiros tende a despencar como árvore no Norte.

A cada atuação da Seleção, o fracasso -cilindro de 22cm bisuntado de óleo e mirando os anais dos jogadores- se aproxima. Vá lá que nosso meio-campo é o melhor do mundo, longe disso, ainda longe. Falo o mesmo das laterais, e os amigos hão de concordar que Daniel Alves e Maicon ainda não gozam de suas habilidades notáveis. O brasileiro então, apaixonado e iludido garoto de 13 anos, inicia a busca por um suplente nestas posições, e as especulações esdrúxulas e divertidas começam, cada um quer um representante de seu time vestindo a amarela -mesmo que no banco. "Põe Boiadeiro!" "Zé Cajú", "Vaca Braba", "Ronaldinho!". Ronaldinho. Ronaldinho? Vejamos

Ronaldinho oscilava no Milan, quando, de alguma maneira (com condições decididas por um jantar grã-fino), chegou ao Urubu. No Urubu, porém, só mudou o fuso-horário, as boemías eram as mesmas. Ao ápice de sua parança, aos 40 minutos de um zero a zero contra um time que me foge a memória, Luxemburgo, inteligentemente o substituiu apenas para que o dentuço escutasse as vaias. Ouvir 20 mil torcedores te vaiando? Mole. Ouvir 20 mil flamenguistas te vaiando? Morte. Após este episódio surgiu o disque-dentuço. Mecanismo criado por um anônimo e exímio torcedor Urubu para que o torcedor que visse Ronaldinho na boate ligasse, e a informação chegaria à diretoria. 

Então tomou jeito, alguns dias depois começou a treinar feito um não-Romário e em sua atuação seguinte meteu dois. Hang Loose pra galera e o sorriso horrível que todo brasileiro -não-vascaíno/botafoguense/fluminense/são-paulino/palmeirense/etc etc. Em suma: flamenguista- gosta de ver. Daí pra frente o dentuço só deu motivos pra animar a torcida, assistências, jogo histórico contra o peixe, e outros fatores levantaram a dúvida à mente do brasileiro: é hora pra seleção? Não. Ronaldinho, o cabelo mais caro do Rio de Janeiro, ainda está amadurecendo. Precisa de mais confiança, precisa suar mais para que dê valor à camisa amarela e ao caminho árduo que o jogador percorre para conseguí-la. Claro que a CBF faz da seleção brasileira uma vitrine, e o senhoríssimo, mafiosíssimo, e, mais do que tudo, DIGNÍSSIMO Ricardo Pechincha já provou isso. E o que vem ao caso é: o meia de que o Brasil precisa está no Urubu, mas não é o dente-de-trem. Williams é seu nome,  e o garoto rouba bola feito corinthiano, foi o maior ladrão de bolas do campeonato ano passado e continua líder no quesito, tem garra, e corre feito o diabo. Já está mais do que na hora dele ter sua chance. 

Mas há um problema:  o brasileiro só nota meia-atacante. Volante é feito contra-regra, nunca aparece, mas é tão essencial quanto.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Nintendo e 3DS, fracasso iminente ou presente?


 Lendo a carta da Nintendo Europe e do presidente Satoru Iwata remetida aos compradores do Nintendo 3DS antes do corte no preço do mesmo, me pergunto: "Será esta a solução? Corte de preços?"

A Nintendo sempre esteve no pico do mundo dos portáteis. Até a Sony decidir bater de frente com seu garoto, o PSP, e a Apple com seus olhos azuis, os iOS. Claro. Após ser anunciado, o 3DS pareceu ser uma grande inovação com seu "3D no-glasses", e os gamers ficaram atentos - mesmo que duvidosos, atentos. Após a Apple anunciar um "pacote" de apoio aos developers de aplicativos para seus aparelhos iOS, houve um grande boost - não só na quantidade- nos games para os mesmos, e os consumidores da maçã começaram a pensar "Por que não usar meu aparelho iOS como console portátil?". Já a Sony, sempre inovadora, lançou o PS Vita, que trazia/traz ports de jogos clássicos do PS3 (como Uncharted e Little Big Planet). A Nintendo apenas ia se vendo sendo empurrada contra o canto do fracasso, e a solução que encontraram foi um corte de preços, que está oficializado para o dia 12 de Agosto, de U$249.99 para U$169.99.

E foi aí que a Nintendo pecou. Não existe, em qualquer console atual, o "lançar por lançar". É a mesma coisa do que ter um supermercado e pôr apenas alimentos de necessidade básica à venda. Todos vendem, mas o que diferencia? A Nintendo tem total preconceito com as produtoras "independentes", e isto reflete no mercado. As produtoras tem medo de investir na Nintendo, e a Nintendo tem medo de investir nas grandes produtoras. O que acontece é que a Big N se esconde atrás dos clássicos, e por mais extraordinário que pareça, dá certo. Mas o que fazer? É claro que isto daqui se trata de uma coluna, e tem a opinião de quem pouco sabe sobre o mundo dos negócios -e sabe mais sobre o mundo dos games- mas se o senhor Satoru Iwata acatar uma de minhas ideias vou pedir uma cota, justo?

Apoio às produtoras. Independentes ou não.

Muito óbvio, eu sei. Mas se a Big N quiser se livrar do paradigma de dependente dos clássicos, terá de fazer mais investimentos nas produtoras de games, independentes ou não. Hoje em dia a única diferença entre a empresa independente e as outras são os cifrões investidos, e não a qualidade dos títulos -ta aí Bastion pra provar...

JOGOS DE GRAÇA!!! 

Não, eu não estou surtando. O Nintendo 3DS pode ser usado como console para jogos casuais também, assim como o iOS. E, again, assim como o iOS, há jogos de graça. Isso atrai até o maior mão-de-vaca para pelo menos experimentar a demo daquele jogo bem falado, ou fazer um download de jogos casuais.

Uma e-store DIGNA

Convenhamos que isto também faz falta para a Nintendo. Sim, já existe. Mas não uma como a App Store, e a PS Store. Você percebeu? Tudo leva a um ponto, ou vice-versa. Explico melhor: a Nintendo nunca se preocupou com as produtoras de games, por isso não tem uma flexibilidade no mercado, e por isso não tem uma e-store digna. Got it?

Já passou da hora da Nintendo notar a importância das produtoras, e não só do console. Também notar que  o 3DS segue o caminho de um fracasso iminente. Ou é isso, ou o Wii U também vai cair na mesma.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Review: Portal 2 - Is the cake a lie?



Think with Portals - A primeira impressão de um game não é a que fica:

Ao jogar Portal pela primeira vez -ainda coadjuvante em meio a Half Life e Team Fortress, na Orange Box- a única coisa que consegui pensar foi: "Cubos mágicos brancos, portais, e uma personagem muda? I'm done with this s*#t.". Semanas após, deixando de lado o preconceito soslaio e débil, atentei-me mais aos detalhes, e o notável se tornou destacável. Os céticos se tornaram mais atentos e o simples "think" se tornou "Think with Portals". Portal 2, então, chegou. Com instigante marketing, miras apontadas para quase todas as plataformas, inovações, e, ainda mais importante: surpresas para muitos céticos tolos espalhados pelo mundo (alguém aí falou comigo?).

Revocando brevemente a história: 

Antes de tudo, vale o adendo: a história de Portal é rodeada de mistérios - torço verdadeiramente pra que isso seja um proposital catalisador para a continuidade da história em -quem sabe- um futuro jogo. Você é Chell, uma personagem muito à lá old school, que não abre a boca em qualquer momento do jogo pra dizer algo - isso flui incrivelmente com a narrativa do jogo, explicarei o porquê daqui a pouco. 

Não se sabe como e nem por que Chell é uma cobaia da Aperture Science, apenas que ela é a única sobrevivente do ataque de GLaDOS - quando encheu o centro de enriquecimento com uma neurotoxina mortal. Inteligência Artificial Homicida e Sacástica. Essa é GLaDOS, um computador desenvolvido para acompanhamento dos testes científicos dentro da Aperture Science. Desconfia-se que sua origem seja a transferência da consciência de Caroline , assistente do criador da Aperture, a um computador (estranho? Não quando o assunto é: arma de portais, geis de propulsão, repulsão e conversão. Chega de história.

Gameplay orange n' blue:

Acho no mínimo ultrajante ao meu leitor repetir o que muitos já dizem. Mas não posso escapar, a Valve cravou seu nome neste 'novo gênero', e por que não, na sua história? Puzzle FPS. Por mais que aparente ser muito mais por acaso do que algo planejado, o modo de jogo em Portal e Portal 2 cai tão bem quanto a cova da Dercy.

A jogabilidade de Portal 2 inclui novos mecanismos. Não bastasse a Handheld Portal Device (ou Portal Gun, como preferir), o jogo inclui géis - não podemos deixar de comparar sua enorme semelhança com o mecanismo de The Power of Paint.. São três tipos diferentes de gel, que te trarão diferentes efeitos em cada câmara.


Gel de Propulsão: Gel Usain Bolt. É laranja. O atrito dos objetos com a superfície diminui, e a velocidade é aumentada. Pode ser mais utilizado para deslizar cubos rapidamente. E... é laranja.

Gel de Conversão: Gel Michael Jackson. Nem todas as paredes são propícias à Portal Gun. O gel da conversão transforma paredes não-propícias a portais em compatíveis. Resultado: maior diversidade de situações às quais você pode terminar uma chamber. O trocadilho com Michael Jackson? Desnecessário.

Gel de Repulsão: Gel Canguru. Você vai usar esse gel basicamente para fazer algum objeto pular para um lugar desejado, passar por superfícies paralelas ou criar um malabaris com blocos pulantes -sim, eu faço isso quando me frustro nas chambers mais difíceis. Você sabia que foi a primeira tentativa da Aperture Science para criar um substituto dietético de pudim?


Carisma em robôs? 

Wheatley. Este é o nome da maior surpresa que a Valve proporcionou aos fãs - e o carinha aí do lado. Foi a primeira vez na qual gargalhei com piadas em um jogo -e não com glitches. A sua importância no auxílio do player, ao início do jogo, como tutorial-boy, não só é uma amostra do que você escutará durante o jogo mas sim de como um personagem secundário podese tornar um principal. 

Pro diabo esse discurso de que o humor nos games está overrated e forçado. Portal 2 é uma amostra de como este pseudo discurso não tem via, e de como podemos ter uma narrativa linear não engessada, flúida, e divertida ao mesmo tempo. (Spoiler de Portal "UM" Alert!) : A própria GLaDOS é uma amostra disso, quando em certos momentos do jogo "joga na cara" a sua vitória sobre ela no primeiro jogo da série, e o fato de você nunca poder sair daquele centro de testes no campo de enriquecimento localizado no nada -até agora.


The cake is true (considerações finais):
É possível numerar diversos aspectos no qual o game se destaca, mas o principal é de que Portal 2 é uma amostra de como fazer sua franquia voltar com tudo ao mercado -sendo com campanha massiva de marketing (não levo fé) ou pelo hype dos próprios fãs (levo fé). There will certainly be cake.


Resenha Bairrista: São Paulo x Vasco


Companheiros, como muito dizem, até eunuco é capaz de enganar sua companheira. Lhe basta inteligência.

E isso sobrou ao Cruz de malta. Soube administrar a pseudo pressão que o tricolor submetia, e aproveitou os contra-ataques com velocidade notável. E todos sabem... O meio de campo é o cérebro de qualquer time. Por essa digo que o São Paulo é, até o exato momento em que escrevo, acéfalo. Falta personalidade e paciência. A bola para o três cores, nesse último domingo de julho, se tornara diamante. O jogador que pegava não queria soltar, corria e corria almejando sua casa, o baú em que guardaria aquela fortuna, o gol.

Porém uma barreira com faixa branca cuja atravessava diagonalmente o tronco, e cruz vermelha ao peito, o pararia. Não importava, qualquer fosse o ladrão, o pararia. O nome é Dedé, e rouba bem, melhor do que qualquer pirata. Não chuta canela -característica essencial para um beque de credibilidade- mas sabe usar o corpo. Nota dez, e mereceu o diamante da partida.

Já o meio tricolor banhou na lástima. Não soube trabalhar a lateral vice-campeã sul-americana. Dispunha de Ivan Piris, jogador ágil e perspicaz, que não pode mostrá-lo pois o meio tricolor segurava a bola, e criava pouco. Numa roubada de bola à meia lua da área vascaína, Dedé lançou para Diego Souza, que lançou uma excelente profunda lateral a Éder Luís, este apenas bombeou um cruzado com o pé direito, e a bola ficou em dúvida no meio termo do chute, mas ao bater na trave decidiu que queria descansar nas redes... e assim foi. 1x0 Vasco.

O meio do São Paulo é excelente, no papel. Precisa de cérebro. Qualquer time que saiba roubar a bola e alçá-la ao ataque com agilidade conseguirá superar. Ao segundo tempo, após uma troca de passes de qualidade, Felipe pegou a assistência de Jumar de primeira à área Tricolor e mirou ao ângulo de Rogério observador Ceni.

Vasco teve méritos, foi inteligente. Já o São Paulo, além de acéfalo, desconfio que também seja eunuco.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Resenha Bairrista: Santos x Flamengo


 Companheiros, dia de futebol bem jogado empolga até cobaia de viagra.

Difícil é aceitar, em meio a tantos jogadores abutres e futebol doesto, uma obra prima visual há muito não vista. Mais difícil ainda é o contento com um futebol limpo, belo, cristalino e motóreo, mesmo perdendo.  

E o que presenciamos hoje, companheiros,  foi a pura-prova de que o futebol ainda é, antes de tudo, paixão. O que foi o jogo entre o Santos e Flamengo se não o embate entre a vontade de se vencer com a ferramenta certa? O -mais- alve -do que- negro começou cravando a garra no time adversário com seu letal centro-avante e tanque-pivô, Borges. O que impressiona é o contraste entre o tanque e Neymar, que simplesmente brinca em campo. É como se ainda jogasse no quintal de casa, inventando dribles ante obstáculos estáticos. Fizeram logo três a zero.

Porém o urubu é catiço, não tem piedade. Não pode ver carniça ou corpo mole que já vai meter o bico. Foi o que aconteceu, Ronaldinho craque Gaúcho respondeu com os pés a todos . O futebol de quem esperamos a luz, está acendendo. Delírio é dizer que algo está perfeito. Mas, como em meio à iminente desgraça que será o país no decorrer dos anos, o que resta é circo. 

E isso sobrou. O Flamengo mais pareceu um ser que não se prende ao que já aconteceu, e apenas renasce diante a queda. Mais pareceu a fênix, e não o urubu. Mesmo Borges resistindo, Elano tentando fazer graça, e o jogo bonito em que o peixe e o urubu expunham, a noite foi dos craques. Mais valeu quem fez mais. Ronaldinho se dôou quando a equipe precisava. Cartões propositais? Que cartões?

Tudo isso em 90 minutos. Nove gols, 100% futebol, não resta só aos rubro-negros comemorarem.  

domingo, 24 de julho de 2011

Resenha Bairrista: São Paulo 2 x 2 Atlético-GO


 Companheiros, o ataque tricolor tomou a água da defesa.

Por esta, o jogo foi justo. Por outra, não. O três cores de São Paulo dominou do inicio ao fim, pressionou, mas não soube se manter. E, como sabem, se futebol fosse justo, a Dona Zeni, mãe do juiz, seria demasiadamente feliz. Não vim para dizer que detalhes decidem o futebol, nem que o mesmo é uma caixinha de surpresas - discordo em grau, se essa visão solista fosse usada pra qualquer ato da vida, seria cabível. 

O que surpreende é a situação em que o próprio Tricolor de São Paulo se coloca. O time é veloz, fechado, e tem um meio-campo de qualidade para moldar seus botes. Mas peca. Os zagueiros atuais mais parecem discípulos de Maria Madalena, pecam como o diabo. Rhodolfo é um considerável beque, e esbanja mais qualidade que Xandão -há muito mais tempo no time. O mesmo Rhodolfo foi quem abriu o placar, em um cruzamento com as mãos dos pés, feito por Dagoberto -jogou demais, se movimenta como uma lebre. Sua maior qualidade: tem raça. Defeito: qualquer jogador de qualidade no mandato de Juvenal Juvêncio, é quitanda. 

O dragão de Goiás, que nada tem a ver com a sonolência da zaga, se aproveitou de um cruzamento quase a meio campo achando Bida. Amaciou com o peito a bola, brigou pela amada e chutou sem chances para Rogério. A torcida fez sua parte, gritou ainda mais alto, como se quisesse abafar a comemoração do adversário. E adiantou. Rivaldo, o glorioso canela sábia, após cruzamento preciso, simulou centro-avante e chutou com a cabeça. 

Como digo, se o empate fosse às avessas o time não sairia vaiado ao final do jogo. Se o Atlético virasse o jogo, e o tricolor empatasse após, seria um sete de setembro. Mas, Rafael Cruz me fez moldar este pensamento com seu cruzamento a contra-pé dos zagueiros, que iam em direção ao gol. Não deu outra, vindo pelas costas de todos, Anselmo apenas meteu a cabeça e dignificou o empate dos goianos. 

Adilson tem bom trabalho pela frente. Pois a orgia no futebol brasileiro é grande. Faz-se troca troca de treinadores como louco. 

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Mortal Kombat 9 – Um Brutality Nostálgico


De volta à Old School de Mr. Boon

Me lembro bem de, em grande parte da minha infância, ter jogado Mortal Kombat 1, 2, 3 alugados em locadoras. A violência visceral nunca vista antes era o que chamava a minha atenção. As várias opções de golpes, especiais e Fatalities com personagens diferentes, definitivamente era o que fazia jus àquela atenção antes dada. E é isso que Mortal Kombat 9 faz: uma grande maximização do que era a utopia dos fãs deste game bruto e viciante que só pode ser descrita em uma só palavra: épico.

Tentativas de reavivar este estilo nostálgico de que todos se queixavam não ter continuidade foram poucas. Grande parte das novas versões do jogo surgiu com propostas inovadoras que não só desapontavam os fãs da série, mas também não eram atrativas ao novo gamer consumidor. Mas após um bom período decepcionando os acompanhantes da série Mortal com continuações medíocres, nenhum destaque, e minigames, no mínimo, ultrajantes aos fãs, podemos dizer que Mortal Kombat voltou às origens... Com estilo.

O salvador da pátria

Raiden aparece em MK9 como uma metáfora real de salvador da pátria. Tanto dos fãs que, ao longo do tempo foram se decepcionando com a mudança drástica do rumo da história, como dos próprios produtores que foram os responsáveis por tal feito. Aqui, Raiden volta no tempo, mudando a realidade (em que todos estariam mortos e Shao Khan seria soberano) e cria uma realidade alternativa. Chega de enrolação, vamos ao jogo:

Carisma Visceral

Já não é de hoje que o carisma dos personagens de Mortal Kombat conta pontos importantíssimos para o sucesso do game. Ultimate MK3 que o diga. Não só foi feito um redesign no figurino de todos eles com o auxílio da tecnologia Unreal , como os moves continuam sendo os mesmos, e as vozes também (mesmo pecando em algumas exceções). Ed Boon e sua equipe mostram o quanto o game foi feito com carinho ao manter os golpes “especiais” que fazem parte da personalidade dos personagens (como Cyrax e sua teia verde, Scorpion e sua corrente, etc) e apenas acrescentar novos tipos de golpes.

A entrada de um penetra... 

Kratos foi posto tal qual um garoto propaganda para os novos gamers que ainda não conheciam a série, ou não acompanharam sua fase de ovos de ouro. Até aí não há problema algum, desde que a proposta inicial do game tenha sido naturalmente essa, e não foi isso que ocorreu. A partir do momento que o game surge com uma proposta de reavivar o espírito dos antigos admiradores da série, a implementação de um personagem que naquela época sequer existia é totalmente supérflua. Mantendo a justiça: God of War é um de meus games favoritos, e Kratos exala um carisma anti-heroico admirável... Conquanto que esteja no Olimpo.
Lute até morrer (Os game modes)

Já no menu inicial temos a opção clássica Fight (onde você pode jogar escolhendo seu lutador e o adversário, ou os modos Test your Might, Luck, Sight e Strike) . O modo de jogo Story ressalta bem o que foi dito anteriormente sobre o carisma dos personagens, uma vez que escolhido o seu lutador e tendo derrotado todos os adversários, há uma apresentação estilo MK4 da história pós game do personagem. O modo Training é excelente e difere da maioria dos games, recheado de tutoriais do início ao fim (desde dar um passo a frente até o Fatality mais brutal).

O Challenge Tower, é o mais divertido de todos os modos. Talvez por sua variedade de lutas, situações bizarras e desafios tangentes ao game, poderíamos chamá-lo de Arcade Mode. O amplexo de variedades é agradável, além de lutar pelo direito de odiar ursinhos de pelúcia, você também pode atirar contra zumbis (em alguns casos há um delay muito chato) e acertar bolas explosivas em um balde, freak o bastante para ser legal, não?

Nostalgia Renovada (O gameplay)

As novidades in-game aparentam ter sido meticulosamente elaboradas e desenvolvidas. A começar pela barra inferior, que é dividida em três pontos. O preenchimento dos mesmos é feito a partir de combos e golpes desferidos pelo lutador. O primeiro ponto já vem preenchido, e serve para a quebra de combos do adversário. O segundo pode ser considerado um boost (um exemplo disso é o do Nightwolf que, ao invés de disparar uma flecha com o especial, dispara três). E por fim o terceiro que ao ser preenchido e executado, desfere o ataque Raio-X no adversário.

O Raio-X, ideia inovadora e genial de Ed Boon, é uma das novidades mais destacáveis em MK9. O detalhismo e a quebra de sons ao executar o golpe cabem perfeitamente na mecânica do jogo. E assim como os fatalities, varia entre os personagens.

Por fim e não menos importante: os Fatalities. Se você acha que as outras versões de Mortal Kombat foram brutas ou trashs, ainda não viu o que MK9 propõe. São diversos (e pasmem: criativos) os modos de Fatalities apresentados no jogo, dos quais não citarei nenhum, pois grande parte da graça da luta está neles. A interação com alguns cenários (como o do metrô e o da piscina de ácido) também faz com que você se sinta dentro do game. Aliás, vale também um destaque aos cenários que, além de reavivar alguns antigos, apresentam boas e detalhadas novidades.


Finish Him! (Considerações finais)

Portanto, com uma mistura de ideias inovadoras, nostalgia e uma proposta de agradar tanto os gamers antigos como os novos, vemos que a série Mortal Kombat surge das cinzas do descaso e volta com força ao mercado dos games. "Toasty"!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Resenha Bairrista: Internacional x São Paulo



O Tricolor venceu, e convenceu. Mesmo muito longe do futebol líder, rápido, preciso, objetivo e raçudo dos corinthianos, o Tricolor chegou ao que a mídia -caso seguisse seus padrões de criar crises- chamaria de a Crise Inversa. Arriscado, eu sei. Mas há de sonhar enquanto o futebol convence, caso contrário a graça se esvairia.

Os guerreiros da seleção de três cores - julgue o arqueiro R.C, só estou repetindo suas palavras - jogaram bem, de modo a fazer a timidez dos colorados vir à tona. Correram, marcaram, caíram. Numa dessas o canela seca, de perto da área, numa falta perigosa, cruzou para o garoto Casemiro cabecear como chutam os pés, sem chance para o goleiro. Os vermelhos esboçaram reagir e ameaçaram os três cores, em vão. No segundo, lançado em velocidade dupla, Fernandinho arrancou como velocista, e conseguiu provar que suas pipocas podem ser facilmente trocadas pela objetividade e qualidade. 2x0

Fim de primeiro tempo e a equipe dos colorados não dava sinal qualquer de reação. Segundo tempo e, para arrematar de uma só -ou melhor, três- vez(es), Carlinhos Paraíba, em rebote de cruzamento, pegou falha irrevogável de Nei, à ponta da área, dominou e mirou ao canto do colorado. Gol com direito à um misto de Daiane dos Santos com Bebeto na comemoração.

Belo baque na equipe colorada, que dispõe de um elenco bom, e pode almejar as posições superiores sem medo, mas para isso: também sem a timidez de hoje. E, perdoem-me a repetição. O Tricolor venceu, e convenceu - mas ainda não mostra um futebol à altura do líder.

domingo, 17 de julho de 2011

Coluninha : Dissecando o fracasso


"O Fracasso de La Plata". Soa bem e é demasiadamente poético. Gostei.Que seja-o. 

Dê-me o bisturi e as gazes.  

A Calopsitinha:
Mais uma vez a seleção Calopsitinha abençoou  tais dizeres com seu vôo raso -e torto- rumo a seu legado recente de estrelismo e falta de raça. "O Fracasso de La Plata" não foi apenas um ato falho da gloriosa e inabalável seleção brasileira, como muitos pensam. Não foi o preciosismo exacerbado nem os penteados espantálicos os culpados pelo balde de água fria paraguaia na passiva pólvora que é a equipe brasileira. 

O erro foi acreditar demais na camisa e não suá-la, foi ceder-se ao nervosismo e ouvir a imprensa, dar muito valor a quem ainda não se pode valorizar. Os garotos ainda têm muito a provar. Pois, claro, no papel até campanha governamental parece séria.

A Imprensa: 

Os erros são inumeraveis, mas não irreparáveis. A mídia tem o costume de cutucar qualquer resultado negativo com pau de sebo. Perder duas vezes seguidas é crise, na quarta derrota nem se fala mais. O costume da substituição técnica para o alcance da derrota iniciou-se não sei quando, mas já tem de acabar. Tomemos como exemplo um caso atual: O Furacão, demitiu Adilson Batista em Maio, na semana seguinte contratou outro. Desde o início do Brasileiro ainda não sentiu o deleite momentâneo da vitória. 

A Imprensa? Nada mais fez do que criar "Crise"s em manchetes - durante uma semana, obviamente. Não se entende: é um ciclo. A equipe perde, a mídia cria crise, torcedores tomam sua 'verdade absoluta', torcedores pressionam a equipe, o que antes era clima de tranquilidade para superar resultados adversos agora torna-se o pensamento de que se substituir, resolve.

Mas, claro, não precisamos nos preocupar com isso quando se trata da Calopsitinha. Afinal, ainda restam alguns penteados peculiares para verbear.

O Torcedor:

Ah, o torcedor. Infeliz otimista que, como eu, e provavelmente você, ainda crê na Tradição, na encourada redonda, e não Sintética patrocinada de nossa Calopsitinha, que por ora ainda fica assim. Quatro? Quatro pênaltis? Volta, Canarinho! - com caneleira!

Mais Gazes, por favor!:
Concluindo: não deixemos a tristeza tomar conta. Como acabou de dizer Geneton Moraes Neto, no twitter: "Pelo menos numa coisa, a Seleção melhorou absurdamente na Copa América : Robinho cortou aquele topete ridículo."

domingo, 10 de julho de 2011

Resenha Bairrista: São Paulo x Cruzeiro


A volta da lógica. Não há outra explicação para o feito ocorrido no dia de hoje.

Ao tempo que um carranco trancava o camisa dez, o óbvio analista o atira em campo como despertador de indolente. Bingo. Estava faminto, pedia bola, rolava, passava, e corria. Rivaldo, inteiro feito potro, correu os 90 minutos mais fugaz que os comuns 20, dispostos por Carpegiani, como carta moral do time aos finais dos jogos.

O celeste foi muito dependente de Montillo - que, após 15 minutos, sumiu. E, como sabemos, não se confia nem reza a um argentino. A equipe de Joel pressionou nos primeiros dez minutos e se envergonhou, recuou à beira da intermediária defensiva e lá se manteve. Pecou. 

O tricolor confiou em Rivaldo, e somou um. Após Marlos - que até ali, e durante maior parte do jogo, corrria feito queniano- vir agilmente pela esquerda, tocar para Rivaldo, que com suas canelas finas e rápidas devolveram a sintética para Marlos, ao melhor estilo 'pasa me voy', o menino queniano tocou um doce para Dagoberto, que chegou ao inicio da pequena área apenas para assoprar a bola. 

Logo no início do segundo tempo, Rivaldo mostrou como a lógica foi bem vinda, e a burrice de proporção panjéica de Carpegiani em não escalá-lo antes. Partiu da intermediária e cortou o zagueiro como se nada fosse tão fácil, assistiu Marlos - que, novamente, parecia um queniano vindo da São Silvestre-, e o menino apenas chapou com sua perna fraca ao alto do gol. Dois.

A festa parecia perfeita, e o codinome tricolor parecia renascer novamente de sua tumba, mas os meios também justificam os fins. Pois a celeste - que não estava celeste- marcou. Lançamento pela direita.   Montillo estava apagado, mas, como disse, não se pode confiar nem reza a um argentino. E dessa vez o veneno hermano escorreu sobre os pés de Ortigoza, deu um passe digno para Wallysson, que chegava de trás para marcar frente à frente ao arqueiro tricolor e dar sinal de vida - e por que não um chute na canela do São Paulo?

O jogo amornou, as cabeças tricolores esfriaram. O apito final não podia vir em melhor hora.

Fim da crise -até a próxima derrota. 

domingo, 29 de maio de 2011

Resumo Semanal 22/05 - 29/05


Política: Companheiros, Lula é um predador furtivo e focado. Basta aparecer a oportunidade que ele mira, ninguém percebe, e dá pitaco. Desta vez, como consultor do(s) consultor(es). Para quem dizia não meter o nariz onde não lhe cabe, o fez e tucanou, pode?   Dilma, por sua vez, cedeu aos pisões no calo mágico de Palocci feito pela oposição. Vetou o kit anti homofobia, e aprovou o texto de Aldo, tudo isso por medo de uma CPI para investigar as mágicas de seu ministro chefe.



Interwebs: 
Foi aprovada a união homoafetiva de pássaros. Sim, o Twitter adquiriu o Tweetdeck. Repasso a dúvida que os amigos do tecnoblog levantaram: Seria essa uma boa hora para um Twitter Oficial para windows?


Futebol: Messi é levado. Fez a diferença nessa final da UEFA, e com isso deu ao Barcelona o tetracampeonato. Meu único pesar é o indivíduo ser argentino. Ora, por que não ofertar 72 passistas cariocas para sua nacionalização? Bom negócio, sem bombas... nem virgens. A segunda rodada do brasileirão teve recheio de sobra. Todos os jogos tiveram gols, alguns bonitos... e alguns moicanos. Destaque para Botinelli do Flamengo, outro argentino. Uma pena.


Internacional: O vulcão  Eyjafjallajokull (não, eu não cabeceei o teclado para criação deste nome) entrou em erupção na Islândia, espalhou cinzas, adiantou a viagem de Obama, e adiou a de civis. Seria a Infraero um vulcão em constante erupção? Fica a dúvida.


Tecnologia: O Brasil está criando a cultura de "passagem de iPad". Às 23h59 do dia 26, applemaníacos da lotavam as lojas autorizadas da Apple. Meio ave ao conselho dado - a lá mágico - por um amigo para não comprar o iPad dois meses atrás. Meio porquê ainda não tem Jailbreak para o mesmo.


Games: Disclaimmer: Eu sei que este jogo não é uma novidade, mas nem por isso deixa de ser épico. Semana passada eu já havia terminado este game, porém o choque pós-término levou um tempo maior que o esperado para cura. Modern Warfare é muito bom, e o 2 conseguiu um feito exímio: superá-lo. Incrível como o trabalho da Infinity Ward neste jogo foi caprichado.

Além de dar continuidade ao plot anterior (em que, no modo campanha, você faz o papel de dois agentes e seus objetivos são: Eliminar Makarov e defender os EUA de um ataque russo), os mínimos detalhes são mostrados tanto em animações quanto no gameplay, reflexo, objetos, armas, e faces. Disponível para Xbox360, PS3 e PC.

domingo, 22 de maio de 2011

Resumo SemANAL

Companheiros, vocês já devem me ver como uma besta cataclismica (não só pela minha aparência, mas também pela esporadicidade) por sempre lhes propor algo - algo muito raro na vida de um blogueiro... caso não existisse ironia- : um resumo semanal de fatos ocorridos -ou por mim interpretados- na interwebz e no mundo real de forma menos chata possível -tai outra promessa-. Vamos lá:

Games:

Trouxe aqui para vocês um jogo de iOS -quanta novidade, não? Prometo jogos de mais plataformas ok? Mais uma.- Um game fofinho/bonitinho para iOS e lançamento: Draw Jump.



Draw Jump é uma amostra real do equilíbrio entre jogabilidade e capricho. Tá vendo aquele risco rosa? Uma vez deslizado o dedo sobre a tela, um risco como aquele surge e faz-se de "cama-elástica" para o bonequinho ir pulando. Seu objetivo é ter o maior score possível tendo que pegar os orbzinhos flutuantes, muito legal. U$0,00 no Installous.



Esportes: Implodiram o Mané, e o mané..digo, MANO, convocou seus manézinhos. Um texto sensacional sobre o ocorrido foi postado no blog do Juca - que inclusive coloquei aqui-. O Brasileirão começou, e meu time no Cartola se ferrou - quem mandou apostar se embasando pelo fator "dentro e fora de casa" -. Porém meu tricolor ganhou, e tá tudo bem agora. O Brasília está com uma vantagem de 2 a 0 nas "playoffs" abrasileiradas da NBB, contra o Franca, na melhor de 5. E meu cavalo manco ganhou no jóquei... Ali em cima ó.


Política: Primeiramente, não se assustem com os cifrões neste tópico, assim como a vida na terra, sempre exestirá... e quando parar de existir, me perdi... Enfim... Souberam que nosso ilustre presidente do Senado, José Sarney, recebeu o ministro do STJ, César Asfor Rocha, para um jantar de R$24,000? Algo que me encala a cuca é o fato de, para evitar licitação -cujo tem como valor mínimo para "ativação" os R$ 8,000- , nosso ex presidente dividiu os custos em Decoração, Comes e Bebes. Digno de uma ceia imperial, não? Pois bem, o que mais me aflinge nisso tudo é o fato de não ter sido convidado.


Internacional: O diretor do FMI, Strauss-Kahn foi preso sob acusação de ter estuprado uma camareira em um hotel em  New York. O sujeito mostrou culhões ao pagar 1 milhão - e mais 5, de garantia- por sua fiança. Porém algo me intriga, seria um velhinho realmente capaz de estuprar uma camareira -sim, eu sei que sim, mas digo... sem a ajuda dum azulzinho- , e também às vésperas e auge da sua candidatura à presidência da França?



Tecnologia: A Skynet está se formando, e o comprovante é mais cristalino agora, com essa confusão do Schwazzeneger e seu filho com a empregada. Mas não é bem isso que quero dizer. A Microsoft comprou a Skype por 8,5 milhões de dólares... enquanto eu baixo de graça. As Apple Stores -sim, eu sei..calma- começaram a usar iPads 2 como cartões informativos dos produtos -sim, ao invés de papel, Mr. Jobs preferiu colocar iPads 2- . Muito bem, mas respeito mesmo é limpar a bunda com um.

Pérola:

“Esses livros ensinam inclusive a fazer sexo anal. Não se vota nada enquanto não se recolher esse absurdo.”

Garotinho, deputado federal (PR-RJ) vice-presidente da Frente Parlamentar Evangélica, sobre os panfletos anti-homofobia a serem distribuídos em escolas.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

A técnica do "parabéns a você" falso.

Não, este não é um texto sobre algum acontecimento no qual a minha pessoa tenha sido o alvo da situação (menos pior e por isso, menos engraçado. Ou não) mas sim algo cujo tenho orgulho de dizer, não sei porquê: Promover um aniversário instantâneamente a um amigo de forma randômica. Parece coisa de muleque de quinta série né? E é.

Acho que o fato de ser uma pessoa totalmente imbecil e com facilidade de falar publicamente ou puxar conversa com qualquer um, até alguém no ônibus -mentira, eu não faço isso. Só se for muito gostosa (desculpa amor, é mentira) - tenha me feito gostar de praticar essa atividade deveras acéfala e divertida.   Isso certamente deve ter acontecido com você se me conhece a algum tempo.

Estou falando do parabéns a você falso. Sabe quando seu amigo começa a gritar feito imbecil "BORA CANTAR PARABÉNS PRA ELE BORA? BORA? BORA?" enquanto o bacon sai por suas narinas e o sorriso demoníano o apossa? Então... Não é isso, mas é quase. Explicarei melhor pra vocês essa técnica, é preciso ter bom senso (mentira) e inteligência (outra) pra executá-la de forma efetiva.

O aprendizado de tal técnica detentora de perspicácia e destreza imbecil deveu-se a um longo tempo vivendo com pessoas providas de desinteligência e misturando este fator com o convívio social, o que, 95% das vezes dava em merda. Nos outros 5% alguém morria. Enfim, uma maneira bem mais didática de você, nobre e inteligente leitor, aprender como se faz -ou analisar o quão idiota é- essa técnica avançada de como ser um pé-no-saco é organizá-la em tópicos. Considere isso como uma troca mestre-aprendiz.





O efeito "parabéns a você" falso extreme with lasers

1. O lugar - É de grande relevância a análise do lugar em que a sua pessoa executará tal disparate (paradoxal,  não? Mas é). Primeiramente você verá se o lugar tem funcionários que são obrigados a cantar parabéns a qualquer pessoa sem vergonha e requerimento de identidade, tipo o Outback ou o Friday's (dependendo do número de amigos aliados, o convencimento necessário do funcionário será mais fácil). Não adianta você gritar "É ANIVERSÁRIO DO SAMUCA" caso seus amigos estejam num bistrô, pois os funcionários são quase robôs e tem cara de quem cheira ânus. Outro ponto importante do local é o público em que se encontra, o que nos leva ao próximo tópico.

2. O público em que se encontra, o que nos leva ao próximo tópico - Sim, o nome deste tópico foi proposital. Bem engraçado, tanto que eu acho que me mijei, peraí. Voltei. Então... Após a análise do local, você deverá perceber o público do mesmo. Se forem pessoas bêbadas, melhor. Se forem apenas casais apreciando sua noite, mais difícil. Esse tópico é encheção de linguiça, o público não é importante se você estiver com um grupo grande de amigos.

3. Os amigos filhos da puta - Yeap, você não trabalhará sozinho. Lembre-se de que esta atividade tem como objetivo APENAS causar um leve constrangimento em seu falso aniversariante, por isso a escolha dos amigos é importante. Imagine você chamar aquele amigo bêbado e ele vomitar 'cheese fries' em cima do falso aniversariante? Brincadeira saudável.

4. O alvo - Selecione aquele seu amigo mais acanhado, e geralmente o virgem que tem bipolaridade ou distúrbios psicóticos iminentes. Claro que o alvo será um não-aniversariante, pois se o amigo estiver fazendo aniversário o constrangimento e o efeito surpresa quase não exestirão (ao menos que seu amigo bêbado invoque o squirtle das 'cheese fries'). Combinar a brincadeira com seus amigos em um momento que o alvo for ao banheiro ou antes de entrar no lugar é muito importante.

5. A execução - Finalmente você irá agir. Após um sinal combinado previamente com seus amigos filhos da puta, você encherá seu pulmão e gritará "PÁAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA-
RAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA" até que seus amigos conluam com um "BÉNS A VOCÊ!" lalalala, olhe para um dos funcionários e faça um gesto chamando-os para o término de seu plano.

Agora, imagine seu amigo recebendo uma homenagem deste amplexo filho-da-putício e imbecil (sim, me refiro ao boom chicalaka chicalaka e o Macho Men) :



e termine com um:




Alguma dúvida? foda-se.


Brincadeira, comentaê

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Querido Diário...

Um médium qualquer recebendo sr. Osama Bin LÁMEN


Querido diário (Olá leitores!) ... meu dia hoje foi excelente (meu dia hoje foi uma merda, por quê fazes isso comigo Ó DEUS?), andei com os cachorros (mandei meu gato ir à merda), comprei pão na padaria (adiantei 5 minutos no despertador), tomei meu banho (cocei o saco), tomei um café da manhã reforçado (tomei um café da manhã reforçadíssimo: meio pão e água) e parti para meu trabalho lindo e abençoado (e fui pra faculdade). A produtividade nos 4 projetos que venho desenvolvendo está muito forte, ainda bem (Dos 4 trabalhos que tenho, iniciei apenas um, mas o pc desligou do nada e a wikipedia foi com ele pra merda.) . É isso.(É isso.) Agradeço-Te por iluminar meu dia com Tuas bençãos, proteja minha família, minha namorada horrível e desdentada e meus amigos, amém. (Muito obrigado Ó DEUS por manter meu twitter online, pela morte do Osama e pelo Nyan Cat. Proteja minha familia, minha namorada linda e maravilhosa e meus amigos com um unicórnio alado. Não tem? Então me dá um, fazendo favor. Amém. Lámen)

Curtiram como consegui transformar uma anotação no diário em uma oração né? Foco é dádiva de Jeová.

Impressionante meu anseio atual pela escrita. A necessidade de escrever pelo menos UM texto por dia é como se fosse um crack, a única diferença é que eu já sou um zumbi. Vocês devem estar se perguntando "e o que caralhos alados com asas rasantes nas ilhas nipônicas dos jardins botânicos do himalaia eu tenho a ver com isso?" Exato. Nada. Até mais.

Na verdade, primeiro curte essa parada, que genial:


sexta-feira, 1 de abril de 2011

No Primeiro de Abril...


- Quem toma capuccino é macho.
- Quem curte Restart não chupa rolas.
- Mulheres tem razão.
- Zangief Kid é espancado pelo DHALSIM ANÃO
- Feministas curtem ser comidas de quatro.
- José de Alencar só foi tirar um cochilo.
- Cu rosa, filhote de pombo e enterros de anões são muito frequentes
- Meu blog é engraçado.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Coluna do Huhu - O trono e as empregadas.



      Já que esse texto tambem vai pro Cotidicu, resolvi homenagear o assunto-tema do blog.

     Eu tava aqui pensando, quando a gente tá no trono, faz o inimaginável para atingir o sucesso: conta os azulejos do banheiro, admira a folha de papel higiênico ou procura a primeira merda que tem pra ler (meu blog conta) para tentar fazer a sua. Neguinho lê rótulo de shampoo, velho! E o que mais me impressiona é efetivamente haver uma instrução de como usar o produto. "Aplique sobre os cabelos molhados, enxague e repita a operação, se necessário". Operação? Qualquer babuíno sabe disso. Se for pra ler o shampoo, indico uma atitude mais drástica: leia a revista da mãe.


     A revista da mãe é uma coisa que sempre me surpreende. Será que após dez anos comprando diferentes revistas com o título: "Emagreça já!", "A dieta das famosas", elas não conseguem perceber que o problema não tá na revista, mas na comida? Que em toda novela o bonzinho se dá bem? Que a Cláudia Leite é gostosa?


                                         É, a Cláudia Leite é realmente muito gostosa.

     Mas o fato é: isso é revista pra gente inútil, pra gente burra, logo... isso mesmo, essas revistas são destinadas às empregadas. Uma empregada é aquele ser que não deu certo na vida. Se fosse um pouco mais inteligente seria secretária, se se especializasse em cozinhar, seria cozinheira, se fosse gostosa, seria puta.


                             As empregadas de novela, de fato, não existem na vida real...

     Todas as empregadas, quando nascem, tem três opções de nome (não, eu não estou falando de pokémon no gameboy), são eles: Neide, Socorro ou Maria, e elas são provenientes da região maranhense. Além disso, são completamente incapazes de pronunciar as palavras dobrar, iogurte e lagartixa.

     Bom galera, é isso! Se eu te ofendi, desculpe, mas você se chama Neide, Socorro ou Maria e...ah! leia bem o rótulo do shampoo antes de usar.


sexta-feira, 4 de março de 2011

Cagando no BBB11




Olá, amigos. Depois de algum tempo estou aqui mais uma vez para escrever-lhes uma porcaria.
Bom, o assunto do post de hoje – como o título retrata – é o BBB11. Mas, Camila... Que porra é essa?
É, amigos... Feliz ou infelizmente (mais provável) esse é o assunto mais falado ultimamente. Há quem goste (eu) e há quem odeie (eu *Alvaro aqui, lulz*). Isso é fato. Mas vamos lá. Eu – ninguém deve lembrar – escrevi sobre BBB aqui no cotidicu há algum tempo, mas falei sobre os participantes e suas vidas interessantes. Hoje vou falar sobre o programa em si, acompanhem.

Como boa brasileira que sou, adoro um barraco. E adoro ainda mais quando isso é filmado com um monte de câmeras, de todos os ângulos possíveis, flagrando cada detalhe tosco, que é o que mais rola lá dentro da casa. Mas até eu que sou assim, estou meio que desanimada este ano.
O programa, de uma vez por todas, perdeu todo o encanto (se é que um dia já existiu). Hoje já está manjado, está cada vez mais óbvio que é tudo combinado e que o programa é inútil. Dessa parte eu sempre soube, mas brasileiros também gostam de coisas inúteis, vide Restart e afins.

A única coisa que eu gostei esse ano no BBB... Vou confessar: Adriana. Reflitam:

e fim.

Boninho ta ultrapassado e já não sabe de nada. Está muito ligado no ‘mundinho online’ e esquecendo o que o povo brasileiro gostava antes (com aquela GOXXXTOASA da mulher dele seria difícil lembrar). Gostavam de barraco – ainda gostam – mas gostavam de uma coisa mais clássica. Esse negócio de buscar participantes sinceros não está com nada. Eu gosto de um babado, de uma confusão, de uma polêmica.

Antes as festas eram boas. BOAS mesmo. Hoje, não mais. Quando dá 00:01 todo mundo ta cansado, dormindo, chorando as mágoas. Sem falar que foi uma porcaria aquela história de voltar participante que já saiu e entrar outros participantes (tirando a parte da Adriana NE?). Ta... E os participantes? 

Diogo... Quando falo Diogo eu penso em chatice logo de cara. Que gago filho da puta do caralho, chato pra cacete (desculpem-me). Só vou falar dele por que... Porque eu quero.

Acho que já torrei demais o saco de vocês. Opinem sobre o post, me xinguem, me ameacem de morte, mas comentem. Valeu!


Camila

Texto - Sobre Justin Bieber





É uma bicha

Em breve o post definitivo, aguarde...

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A sustentabilidade e a Trollagem Maia

Post originalmente publicado em 05/01/2011no site Trocistas em minha singela e humilde coluna de merda.

Amigo, você acredita mesmo nessa explicação de Ensino Fundamental sobre Sustentabilidade? De poupar água pro seu neto poder beber mais tarde? Ou nessa parada estipulada de AQUECIMENTO GLOBAL?  Antes de começar, deixemos bem claro que a sustentabilidade NÃO é a capacidade do esqueleto SUSTENTAR o nosso corpo -por mais imbecil que soe a ideia: eu ja a ouvi- e sim a preocupação que temos de preparar o mundo corretamente para que as futuras gerações o arrombem um pouquinho mais.

O ser humano atualmente está na ânsia de pensar REMÉDIO/COMUNITÁRIAMENTE. Depois de séculos estuprando a natureza e "avançando tecnologicamente" ainda existem moralistas que se dão ao trabalho de dizer que temos de pensar futuramente. "Temos de nos preocupar com a SUSTENTABILIDADE. Com o futuro de nossos filhos, netos, bisnetos."

E se você pensa isso negô... Francamente, para de procrastinar na internet inventando lorota moralista e se prepara pro FIM DO MUNDO, pseudo-intelectual de assuntos imbecis.
Esse maluco aí é o Nostradamus, foi um médico/alquimista da Renascença. Mas ficou mais conhecido por suas variadas profecias, -como a do fim do mundo na virada do milênio- apenas analisando fenômenos astrológicos. Porém a mais importante, pelo fato de estar chegando a data cujo foi prevista é a do FIM DO MUNDO em 21 de dezembro de 2012. A base argumentativa em que ele se prende para explicá-lo é irrelevante, pois mistura desde o alinhamento galático até OS CAVALEIROS DO ZODÍACO. Por isso não entraremos em maiores detalhes.
imagem meramente ilustrativa. ORLY!?
Esse daí é um MAIA. Os Maias eram uma população absurdamente fodástica -por mais que não tenhamos muitos registros disso-. Seus estudos astrológicos conseguiam ser super-efetivos (Um exemplo é o templo de Kukulcán. Após a análise detalhada dos ângulos em que o sol projetava determinadas sombras no templo de Kukulcán, chegaram à uma conclusão de que EM DETERMINADA DATA e EM DETERMINADA HORA, o sol batia nas escadas do templo formando uma sombra com o formato EXATO de uma serpente.)

Pois bem, voltando ao texto. Os Maias tinham três calendários cíclicos, sendo que o de MAIOR diâmetro datava o seu término em que data? 21/12/2012. - Uma coincidência inacreditável com a data de Nostradamus, não?-. Ok, mas por que a imagem do Troll Face representando o Maia, Álvaro? Calma, estamos quase lá. Os MAIAS prevêem que o FIM DA HUMANIDADE acontecerá nesse dia. Observou bem a frase em caixa alta? O FIM DA HUMANIDADE.

E é aí que entra a sustentabilidade na história. Os Maias por mais incrível que pareça, já previram que os seres humanos atuais seriam apenas imbecis prepotentes. Ora porras, e por que prepotente? Simples, TODOS os seres humanos se referem ao término do calendário como o fim do MUNDO, sendo que é o fim da HUMANIDADE. E pra que SUSTENTABILIDADE se o mundo estará intacto e seu neto já terá um tratado assinado com Jesus Cristo Manolão? Entendeu o TROLL FACE? A base de uma Trollagem Efetiva é jogar a merda no ventilador e esperar o odor se apossar da sala. E foi exatamente isso que os Maias fizeram.
Pense comigo como os Maias não foram uns Trolls GENIAIS. Eles dizem que a humanidade vai ACABAR, criam uma divergência entre os que são PREPOTENTES e acham que sobreviverão e os que acham que NÓS VAMOS MORRER E PONTO -só eu acho isso, mas ok.- . Deixam alguns templos apenas pra provar que são fodas e conseguiram ser mais espertos que nós, e de uma hora pra outra SOMEM. Vamos lá, sejamos convenientes amigos. Essa imagem expressa TUDO o que os Maias estão pensando agora: